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América do Sul é um novo epicentro da pandemia, diz OMS

Organização Mundial da Saúde chamou atenção para o impacto das desigualdades sociais na expansão da pandemia do novo coronavírus.

Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), a América do Sul é um novo epicentro da pandemia provocada pelo novo coronavírus. A afirmação foi feita por Michael J. Ryan, diretor-executivo do Programa de Emergências Globais da organização.

De acordo com o último relatório global divulgado pela OMS, com dados enviados pelos sistemas de saúde até a quinta-feira (21), o continente sul-americano tem cerca de 475 mil casos confirmados de covid-19 até agora. Quase 60% dos diagnósticos foram feitos no Brasil, que na contagem da OMS tem cerca de 272 mil casos.

O Ministério da Saúde confirmou, até o início da noite de quinta-feira, 310.087 casos  de covid.

Outros dois países sul-americanos que viram as curvas de contágio aumentarem nos últimos setes dias foram o Peru, que já soma mais de 100 mil casos confirmados, e o Chile, com quase 54 mil casos.

A chefe do Departamento de Doenças Emergentes da OMS, Maria Van Kerkhove, chamou atenção para o desafio representado pelas desigualdades sociais. A epidemiologista afirmou que há um “risco desproporcional” sobre todas as populações mais vulneráveis e que isso deve ser motivo de preocupação dos governos.

A América do Sul é uma das regiões mais desiguais do planeta.

OMS não recomenda hidroxicloroquina

Referindo-se especificamente ao Brasil, o diretor-executivo do Programa de Emergências Globais, Michael Ryan, ressaltou que a OMS está a par da recomendação feita pelo governo brasileiro sobre o uso da hidroxicloroquina. O especialista voltou a reforçar que não há evidências clínicas sobre a efetividade da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19.

A OMS também reforçou o alerta de que o uso deste medicamento é recomendado exclusivamente em ambiente hospitalar, sob supervisão médica estrita e em casos específicos. Esta recomendação é feita especialmente porque a hidroxicloroquina provoca efeitos colaterais severos, que podem levar a complicações fatais ou deixar seqüelas permanentes nos pacientes.

A organização ainda conduz experimentos clínicos solidários, com a participação de dezenas de hospitais ao redor do mundo, para testar a cloroquina e outros tratamentos possíveis para a doença.

 

Diário da Paraíba com R7

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