Athletico devolve placar, bate Grêmio nos pênaltis e vai à final da Copa do Brasil

O Athletico é finalista da Copa do Brasil. Empurrado por sua torcida, o Furacão transformou a Arena da Baixada em um caldeirão e conseguiu uma das maiores viradas de sua história ao bater o Grêmio por 2 a 0, devolver o placar da derrota no jogo de ida e levar a decisão da vaga para os pênaltis.

Nas cobranças, os batedoras foram impecáveis até Santos defender a última cobrança de Pepê e colocar o time paranaense na decisão. Marco Ruben fez jus ao status de artilheiro, rompeu jejum de 12 jogos e foi decisivo para a classificação. A decisão será contra o Internacional.

As finais entre Athletico e Inter serão nos próximos dias 11 e 18. O sorteio dos mandos de campo será feito na CBF nesta quinta-feira, às 15h, com transmissão ao vivo do GloboEsporte.com.

Nos pênaltis, Bruno Guimarães, Galhardo, Lucho González, David Braz, Nikão, Alisson, Cirino, Matheus Henrique e Marco Ruben converteram todas as suas cobranças, sem chances para os goleiros. Coube ao garoto Pepê a quinta e última cobrança do Grêmio. Mas aí brilhou a estrela de Santos, que caiu no canto certo e colocou o Furacão na decisão.

Quem também brilhou foi Marco Ruben. Ele entrou em campo com um jejum de 12 jogos sem marcar pelo Athletico. Não poderia escolher adversário melhor para acabar com a seca. Autor do segundo gol do Furacão na Arena da Baixada, o atacante argentino já foi carrasco do Grêmio na Copa Libertadores. Em 2016, foi o principal responsável pela eliminação tricolor nas oitavas de final, com gol na vitória por 1 a 0 no jogo de ida, na Arena, e outros dois no 3 a 0 jogo de volta, na Argentina. A ironia? O Grêmio já tentou contrará-lo diversas vezes, sem sucesso.

A sorte do Grêmio podera ter mudado logo no início do jogo. Aos quatro minutos de partida, Alisson cobrou escanteio da esquerda dentro da área e a bola bateu no braço de Wellington. O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães foi chamado para checar o lance no VAR, mas nada marcou. Na Central do Apito, o comentarista Paulo Cesar de Oliveira disse que trata-se de um lance de interpretação, mas que ele marcaria o pênalti.

A vantagtem do Grêmio começou a ruir aos 14 minutos do primeiro tempo. E muito por conta de um lance de pura infelicidade. Após uma disputa de bola pelo alto, Leonardo caiu mal no gramado e sentiu o joelho direito. Ficou se contorcendo com dores e teve de ser subsituído. Só que o jogo foi reiniciado sem seu substituto em campo, Rafael Galhardo, e no lance seguinte o Athletico aproveitou o buraco na defesa gremista abrir o placar. Bruno Guimarães acertou o travessão de Paulo Victor e, no rebote, Nikão completou para as redes.

O Grêmio já perdia o jogo por 2 a 0 e viu sua situação se complicar ainda mais aos 14 minutos do segundo tempo. Após Matheus Henrique perder uma bola no ataque, Léo Cittadini puxou o contragolpe para o Furacão e só foi parado por um carrinho violento de Kannemann. Desta vez, o árbiro não hesitou e aplicou cartão vermelho direto no zagueiro argentino.

A premiação para o campeão da Copa do Brasil será de R$ 52 milhões e o vice ficará com R$ 21 milhões. Por terem entrado já nas oitavas de final, os dois finalistas receberam até o momento pouco mais de R$ 12 milhões.

O Athletico criou o ambiente para reverter a vitória do Grêmio em Porto Alegre. O Furacão, empurrado pela torcida, pressionou o adversário durante todo o primeiro tempo. Só viu a situação estremecer em um lance dentro da área, quando a bola tocou no braço de Wellington, mas o árbitro Wagner Magalhães nada marcou. Depois, só deu Furacão. Em boa trama, Nikão ficou com o rebote de chute no travessão de Bruno Guimarães e empurrou para o gol. Faltava só um gol para levar a decisão para os pênaltis.

O ambiente de caldeirão deu resultado. De novo nos primeiros minutos, a pressão foi transformada em gol. Marco Ruben se antecipou a Pedro Geromel, dentro da área, logo no início da etapa final, e fez o segundo do Furacão. O panamora do primeiro tempo, com o Athletico no campo ofensivo, e o Grêmio na defesa, se repetia. O que piorou a partir da expulsão de Kannemann, por entrada muito forte em Léo Cittadini. Nos instantes finais, Marcelo Cirino ainda levou perigo, mas a decisão iria mesmo para as penalidades.

Globo Esporte