Em Brasília, Bolsonaro abre desfile de 7 setembro acompanhado do filho Carlos

Com o filho Carlos Bolsonaro sentado na parte de trás do Rolls Royce, repetindo a cena da posse, o presidente Jair Bolsonaro desfilou em carro aberto na Esplanada dos Ministérios na comemoração do 7 de Setembro. A primeira-dama Michelle Bolsonaro, de vestido amarelo, o esperou no palanque junto com a filha Laura, de 8 anos.

Na palanque presidencial, com capacidade para 200 pessoas, estão ainda o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ministros, deputados e personalidades como o apresentador Silvio Santos e o bispo Edir Macedo. Inicialmente, o vice-presidente Hamilton Mourão, também presente, apareceu ao lado de Bolsonaro. Em um segundo momento, porém, ele deu lugar aos dois convidados do presidente.

Bolsonaro chegou a tirar  Michelle que estava ao seu lado no palanque  para dar espaço a Edir Macedo e Silvio Santos, acompanhados das mulheres. Minutos depois, a primeira-dama voltou ao lugar com a filha Laura.

Uma parte do público que comparece ao desfile do 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios atendeu ao pedido de Bolsonaro e está vestida de verde e amarelo. Nas arquibancadas lotadas, onde cabem 20 mil pessoas, também é possível ver pessoas vestidas de preto, como parte do movimento que surgiu em reação ao pedido de Bolsonaro. Elas representam uma parcela reduzida do público. A maior parte das pessoas não está nem de amarelo, nem de verde e nem de preto. Veio assistir ao desfile como costuma fazer todos os anos.

Depois que o comandante militar do Planalto, Sérgio da Costa Negraes, posicionou um tanque diante do presidente e pediu autorização para iniciar o desfile, Bolsonaro foi ao microfone para autorizá-lo, usando um jargão do Exército:– Selva! – declarou o presidente.

Não houve protestos na parte externa ou interna das arquibancadas, pelo menos até o início do desfile começar. A plateia precisou passar por uma revista feita por policiais militares. Algumas alas foram destinadas a quem se cadastrou com antecedência e outras ficaram para autoridades e convidados. Os acessos ao público em geral foram fechados diante da superlotação.

Com as arquibancadas cheias, alguns espectadores subiram em árvores para assistir ao desfile.

Policiais militares suspeitaram de um homem que estava nas proximidades do Ministério da Defesa e pediram a ele que descesse. Ele foi revistado, e os PMs abriram a bolsa que ele carregava, mas nenhuma arma foi encontrada. Depois que os policiais viram que não havia nenhum mandado de prisão em aberto, ele foi liberado.

O Globo

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