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João Azevêdo diz que reforma da Previdência não é “bala de prata” e nem “Fla-Flu”

Joao Pessoa 14 de maio de 2019 entrevista com o governador do estado da paraíba, joão azevedo, no programa correio debate, da tv correio, apresentado pelo jornalista hermes de luna

Os estados estão vivendo um momento complicado com o governo federal no que se refere à captação de recursos. Tudo estaria sendo vinculado ao processo da reforma da Previdência que se desenrola no Congresso Nacional, com discursos de que os problemas serão resolvidos após a aprovação do que está sendo traçado pelo Palácio do Planalto.

E o governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), avalia essa complicação criada para se captar dinheiro do governo federal: “Tudo está vinculado à aprovação da reforma da Previdência, como se a aprovação da Previdência fosse a bala de prata, que resolve todos os problemas do mundo. E a gente sabe que não é”.

Ele não concorda com a maneira como a reforma está se apresentando. “Tenho tido um cuidado muito grande nas discussões que nós temos em relação à Previdência, porque a discussão hoje da Previdência virou um Fla-Flu, uma torcida de futebol, ou contra ou a favor, é sim ou não… Se a vida fosse tão simples assim, seria uma maravilha”, reclama o governador João Azevêdo.

“Nós temos o Fórum de Governadores do Nordeste onde se discute várias pautas. A Transposição das Águas do Rio São Francisco, por exemplo, não atinge todos os estados da região, somente os estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará. E são esses quatro estados que têm se reunido com uma constância maior para tratar do tema”, exemplifica Azevêdo.

Ele lembra que atualmente o Eixo Norte da Transposição está com 97% das obras concluídas e o governo federal não injetou o resto dos recursos para terminar a construção, alegando falta de recursos.

“Nessa negociação dos R$ 249 bilhões para cobrir o rombo do governo federal, uma das condições que a oposição colocou e foi aprovado é que dentro desse dinheiro iria R$ 1 bilhão para a habitação; R$ 550 milhões para a obra do São Francisco, para terminar o Eixo Norte; R$ 300 milhões para a área de pesquisa; e R$ 1 bilhão para a educação. Isso foi o acerto que o governo fez”, informa João Azevêdo, revelando: “Já tão falando que o governo não vai cumprir. Então, há uma dificuldade muito grande”.

Diário da Paraíba (Jorge Rezende)

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