“O diálogo e o bom senso prevaleceram”, diz secretário de Saúde sobre imbróglio com médicos do Trauma

O problema gerado com a classe médica, após o fim do contrato de gestão pactuada do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, foi contornado temporariamente. Pelo menos foi isso que deixou claro o secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros, no início da tarde desta quinta-feira (2), em entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio.

De acordo com Geraldo Medeiros, o diálogo e o bom senso prevaleceram com a classe médica, que chegou a anunciar paralisação das atividades no Hospital de Emergência e Trauma, por meio da Cooperativa de Neurocirurgia, Cirurgia Torácica e Cirurgia Vascular (Neurovasc), no último dia 28.

Durante a entrevista, o secretário Geraldo Medeiros argumentou que a paralisação dos médicos ocorreu, mas por apenas algumas horas. Segundo ele, após muito diálogo a categoria prezou pelo entendimento de que a assistência médica à população é essencial e não pode ser descontinuada.

“A princípio a tônica desse governo e a minha, enquanto secretário, é o diálogo e o bom senso. Então em um curto espaço de 24h conseguimos dialogar, houve bom senso das duas partes e os médicos retornaram”, afirmou Geraldo Medeiros.

Ainda como parte da crise gerada, o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), a Associação Médica da Paraíba (AMB) e Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed) chegaram a distribuir nota pública conjunta revelando preocupação com a possibilidade de descontinuidade dos serviços médicos no Trauma.

O secretário argumentou que o Governo Estadual segue mantendo a mesma postura com as demais representações médicas e categorias da saúde que prestam serviços ao Hospital de Emergência e Trauma. “Da mesma forma nós vamos procurar conduzir os demais médicos celetistas. A população pode ficar tranquila porque a assistência a população é uma prioridade. Então, nós não acreditamos que haja uma paralisação porque os médicos tem a consciência de que o governo está procurando dentro do diálogo e do bom senso manter a continuidade até abril quando a fundação assumirá  a gestão das unidades de saúde inclusive trazendo um benefício muito grande”, concluiu.

Diário da Paraíba com Wscom

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