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Opinião: Lula tem que endurecer, mas sem perder a ternura

Os próximos passos do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva após decisão de ontem do ministro Edson Fachin de anular as condenações contra o petista no âmbito da operação Lava Jato, devolvendo assim seus direitos políticos e o deixando apto para concorrer as eleições de 2022, serão fundamentais para o futuro político do país.

 

Todas as pesquisas mostram que o ex-presidente Lula é, até o momento, o único capaz de fazer frente ao presidente Bolsonaro, apesar de tudo. Lula avançou nos últimos dias no terreno onde Bolsonaro reinou absoluto desde 2014 e que foi, inclusive com ajuda externa e práticas ilegais, fator primordial para sua eleição em 2018, que são as redes sociais.

 

Recente pesquisa realizada pela empresa Quaest que monitora os dados de personalidades políticas nas redes sociais, mostrou que nos últimos meses o presidente Bolsonaro viu o seu Índice de Popularidade Digital (IPD) cair de 80 para 60, enquanto o de Lula chegou a 55,9.

 

Pesquisa de potencial de voto mostra que Lula é o único dentre os possíveis candidatos relacionados até o momento que venceria Bolsonaro.

 

O tom que será adotado por Lula a partir de hoje (terça-feira, 9 de março de 2021) quando fala pela primeira vez após a decisão de Fachin, será primordial para a consolidação de sua candidatura e de seu crescimento eleitoral. O ex-presidente precisa ser duro contra Bolsonaro e toda sua política atrapalhada e por vezes criminosa quando se trata de combate ao coronavírus, mas precisa acenar para outros públicos e demonstrar, mais uma vez, que tem a capacidade de unir o país na retomada do desenvolvimento e na consolidação da nossa combalida democracia.

 

Portanto, Lula tem que endurecer, mas sem perder a ternura.

 

Vareque Oliveira

Diário da PB

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