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Paraibano é assassinado no RJ e família não consegue translado do corpo por conta do coronavírus

Uma família de Campina Grande, no Agreste do estado da Paraíba têm vivido um drama agravado pela pandemia do coronavírus. Um jovem de 26 anos foi assassinado na última quinta-feira (26) no estado do Rio de Janeiro, e em decorrência do fechamento dos aeroportos daquele estado, a família não conseguiu realizar o translado do corpo.

Segundo informa a irmã do homem, Maria Antônia dos Santos, o irmão foi para o Rio de Janeiro há cerca de dois anos em busca de trabalho. Lá chegando, veio a se envolver com atividades ilícitas, e, infelizmente, não conseguiu mais sair.

Ainda segundo Maria, no último dia 26 Diego estava numa casa sozinho quando avistou guarnições da Polícia Militar do Rio de Janeiro entrando no Morro, acuado, desferiu tiros contra os policiais, que revidaram. Na ação, o homem foi baleado com um tiro de fuzil na altura do tórax.

Mesmo alvejado, o homem tentou fugir, mas sem sucesso. Ao entrarem na residência, a PM desferiu mais um tiro de fuzil no homem, desta vez em sua barriga. Na casa em que estava, foram encontrados drogas e dinheiro.

Diego foi levado para o Instituto de Medicina Legal da cidade. Os familiares, ao serem avisados do ocorrido, além da dor, se depararam com outro problema: a impossibilidade de transladar e sepultar o homem.

“Minha mãe tentou de todas as formas ir até o Rio, mas os aeroportos estão fechados. O corpo será liberado hoje (29) às 15h, mas a gente não vai poder ir.” informa Maria.

Amigos da família que residem no Rio ficaram responsáveis pelos procedimentos cabíveis para a retirada do corpo e também do enterro, que não contará com a presença dos familiares neste momento de dor e despedida.

“Sabemos do erros que ele cometeu. Mas queríamos justiça. E a justiça seria dado na prisão, não no cemitério”, disse a consternada irmã de Diego.

Diário da Paraíba

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