Área de lixão é transformada em bosque florestal e plantações da agricultura familiar

Um lixão que ficava localizado na saída do município de Alagoa Grande, na Região do Brejo paraibano, foi desativado e transformado em um bosque florestal. Agora, o local preservado também produz frutas, verduras, legumes e plantas medicinais, sob os cuidados de trabalhadores e agricultores familiares.

O fim do lixão só ocorreu depois de mobilização e uma grande pressão dos agricultores familiares da localidade. O bosque florestal, agora produtivo, recebeu o nome de Milton Veloso, em homenagem ao engenheiro agrônomo que coordenou a ação, na época da extinta Emater paraibana. Todo o trabalho também contou com a participação das Secretarias Municipais da Educação e da Agricultura das cidades de Alagoinha e Alagoa Grande.

Até agora, já foram plantadas 26 mil mudas frutíferas, de essências florestais e medicinais, das mais variadas espécies. Entre elas, palmeira imperial, ipê, aroeira, jatobá, cedro, caibreira, pau brasil, gliricidia , mamão, acerola, amora, goiaba, hortelã, alecrim, capim santo e manjericão.  Essas mudas são produzidas e doadas pela Ong Afink, do município de Araruna, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) do campus de Areia  e CPTA do município de  Esperança.

Com acompanhamento da gerência regional da Empaer de Guarabira, à frente o extensionista José Pereira da Silva, compõem a equipe da gerência operacional de Alagoa Grande os técnicos Paulo Luís, José Airton Farias e Roberto Luiz de Oliveira. Entre as ações desenvolvidas estão os Programas  de Educação Ambiental, Armazenamento de Forragem, Garantia Safra, Energia Solar, Pnae, PAA, além de aquisição de animais e outros investimentos rurais.

Recomendações

A produção agroecológica vai além da não utilização de agrotóxicos, hormônios, drogas veterinárias, adubos químicos, além da necessidade de se respeitar os aspectos ambientais, sociais, culturais e econômicos. Essas são algumas recomendações repassadas pelo extensionista rural Paulo Luís dos Santos, da gerência operacional da Empaer de Alagoa Grande, às agricultoras familiares agroecológicas Maria do Carmo da Silva Melo e Alcioneide Diniz, do Assentamento Severino Ramalho, na zona rural da cidade, que são algumas das beneficiadas com as tecnologias disseminadas pela Empaer.

De acordo com Paulo da Emater, como é mais conhecido, as agricultoras seguem à risca as recomendações, nos quatro hectares cultivados com macaxeira, jerimum, maracujá, quiabo, maxixe, couve, alface, pimentão, coentro e cebolinha. A comercialização é feita semanalmente nas feiras livres locais e o excedente aos programas institucionais, como o Programa Nacional de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), o que lhes garantem uma renda mensal acima de dois salários mínimos.

Sob a coordenação do extensionista Paulo Luís, o trabalho de conscientização e preservação do meio ambiente e de arborização em Alagoa Grande é bastante presente e ocorre durante todo o ano.  Ele explica que, de 2006 para cá, já foram recuperadas várias áreas degradadas na zona rural, principalmente aquelas atingidas pelo arrombamento da Barragem de Camará, ocorrido em 2004. Também foi feita a recuperação da flora devastada pelo cultivo de cana-de-açúcar, após o fechamento da Usina Tanques, onde hoje existem 17 áreas de assentamento.

Diário da Paraíba com Secom-PB

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