Feminicídio tornou-se uma endemia na Paraíba, alerta promotora de Justiça

“A violência doméstica tornou-se uma endemia e o enfrentamento ao feminicídio precisa de toda dedicação e compromisso dos órgãos que compõem a rede de proteção às mulheres vítimas de violência”, disse a promotora de Justiça Ismânia Pessoa, durante ação da campanha ‘Nenhuma a Menos, Paraíba’, em Campina Grande, na manhã desta terça-feira (10).

O evento, promovido pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), contou com a participação de representantes de órgãos públicos e instituições no combate às mortes de mulheres em decorrência do gênero (feminicídio).

O evento na Promotoria de Campina Grande contou com a participação do juiz da Violência Doméstica, Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior; da promotora de Defesa da Mulher em Campina Grande, Jamille Lemos; da coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres, Marli Castelo Branco; da advogada do Centro Estadual de Referência da Mulher, Paula Oliveira, e da delegada subcoordenadora estadual das Delegacias da Mulher, Mayra Roberta.

A ação também contou com outros profissionais dos centros de referência em assistência social (Creas e Cras) da Prefeitura de Campina Grande e de outros municípios da região, como Boa Vista, Massaranduba, Lagoa Seca, Queimadas, Pocinhos, Cabaceiras e Alagoa Grande, além de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), dos centros de Referência da Mulher do Município e do estado e voluntárias da ONG Mulheres de Peito.

De acordo com Ismânia Pessoa, que atua na Promotora da Mulher em Campina Grande e integra o Núcleo de Gênero do MPPB, o evento foi impactante, justamente por ter reunido tantos representantes de órgãos que compõem a rede. “Acreditamos que renderá muitos frutos, pois despertou na plateia o interesse pelo tema. Foi gratificante”.

A campanha ‘Nenhuma a Menos, Paraíba” foi lançada no mês passado, chamado de ‘Agosto Lilás’, em alusão à luta contra a violência doméstica. Está sendo promovida pelo Núcleo de Gênero do MPPB, em parceria com a Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), e tem recebido a adesão de outros órgãos pelo estado, a exemplo das prefeituras de Campina Grande e de São Bento.

A população também está sendo alertada sobre a importância de denunciar qualquer violência contra a mulher. A denúncia pode ser feita em qualquer delegacia e em serviços telefônicos (123, 190 e 197) e por qualquer pessoa que a presencie ou tenha conhecimento.

Diário da Paraíba com Assim-MPPB

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