Morre aos 99 anos em Campina Grande a dramaturga Lourdes Ramalho

Morreu na madrugada deste sábado (7), em Campina Grande, aos 99 anos, a escritora e dramaturga Lourdes Ramalho. Ela estava em sua residência e foi vítima de uma parada respiratória. Ela é natural de Jardim do Seridó, no interior do Rio Grande do Norte, mas fixou residência na Paraíba no final dos anos de 1950.

O corpo da dramaturga está sendo velado no Teatro Municipal Severino Cabral, a partir das 10h deste sábado. O sepultamento está programado para ocorrer neste domingo (8) também às 10h, no Cemitério Campo Santo Parque da Paz, localizado à Avenida Assis Chateaubriand, no Bairro do Velame, em Campina Grande.

A Prefeitura de Campina Grande (PMCG) decretou na manhã deste sábado três dias de luto oficial na cidade em homenagem à memória de Lourdes Ramalho que, apesar de não ser paraibana, adotou o estado como sua terra.

Lourdes Ramalho é autora de uma extensa obra para o teatro. Ela conquistou muitos prêmios, homenagens e indicações dentro e fora do Brasil a partir de seu trabalho. Incentivada pela família, ela começou a escrever ainda cedo, por volta dos 10 anos de idade.

As peças da autora de maior sucesso são ‘Fogo Fátuo’ (1974), ‘As Velhas’ (1975) e ‘A Feira’ (1976). Irrequieta, Lourdes Ramalho também enveredou na produção de livros infantis e era, como pesquisadora, uma das referências mundiais da obra do escritor espanhol Federico García Lorca.

Em 2005, o Centro Cultural de Campina Grande foi reinaugurado e rebatizado com o nome de Centro Cultural Lourdes Ramalho, em homenagem à escritora.

Maria de Lourdes Nunes Ramalho, além de escritora e dramaturga, era professora, poeta e pesquisadora.

Diário da Paraíba

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