Octávio Paulo Neto diz que ações de combate à facções vão continuar e reforça que objetivo é impedir “narco-estado”

O promotor Octávio Paulo Neto, Coordenador do Gaeco na Paraíba, detalhou que a apreensão de um adolescente acusado de espalhar notícias para amedrontar a população da região sobre ataques criminosos, a mando de uma facção do Rio Grande do Norte, é apenas uma “pequena parcela” do trabalho que está sendo feito pelas forças de segurança da Paraíba para impedir a expansão de facções criminosas na Paraíba. A ação foi realizada hoje (23) no município de Nova Floresta, próximo a divisa com o RN, fruto da operação Domo.

“Essa força-tarefa, na verdade, tem sido encabeçada pelas estruturas do estado, Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público, todos imbuídos nesse propósito de evitar que haja a expansão das facções no nosso estado. Então foi nesse propósito que foi desenvolvida a operação”, detalhou em entrevista à imprensa.

Ao ressaltar que as operações do tipo vão continuar sendo intensificadas, o promotor lamentou o episódio envolvendo planos de uma facção criminosa de São Paulo para assassinar o senador Sérgio Moro e o promotor do MP de São Paulo, Lincoln Gakiya. “Recentemente a gente viu que as facções no Brasil estão tomando uma dimensão que é preocupante. Recentemente a gente viu que uma determinada facção paulista ela tinha um plano para matar um senador da república e um promotor de justiça. E isso é inadmissível” pontuou.

Para ele, a maior missão atualmente é evitar que o estado brasileiro se transforme em um “narco-estado”. “Eu creio que a maior missão nossa é evitar que o estado brasileiro se transforme em narco-estado. E a gente precisa de fato continuar nesse combate, de forma autiva, de forma correta e acima de tudo, não parar”, finalizou.

Diário da Paraíba com ClickPB